Você tem medo de processar sua empresa? Entenda por que esse medo pode sair caro

Por: Milton Leonardo

“E se eu perder o emprego?” “E se a empresa me colocar na lista negra?” “E se eu perder a causa e tiver que pagar?” Esses medos são comuns — e compreensíveis. Mas muitos trabalhadores abrem mão de direitos reais por medos que, na prática, raramente se concretizam. Vamos falar sobre isso com honestidade.

“Se eu processar, serei demitido”

Se você ainda está empregado, a demissão logo após ajuizar uma ação pode ser reconhecida como demissão discriminatória — o que gera direito a reintegração ou indenização extra. A lei protege quem busca seus direitos na Justiça. Além disso, na prática, a maioria das ações trabalhistas é ajuizada após a rescisão — então esse risco nem existe.

“Vou parar em uma lista negra”

Listas negras de trabalhadores que processaram empresas são ilegais no Brasil. Não existe cadastro oficial que impeça contratações por isso, e compartilhar esse tipo de informação entre empresas é prática ilegal que pode resultar em ação judicial.

“Se eu perder, pago as custas da empresa”

Na Justiça do Trabalho, o trabalhador que não tem condições financeiras pode pedir justiça gratuita — e assim fica isento das custas processuais, mesmo em caso de derrota. Além disso, a sucumbência recíproca (quando cada parte paga seus custos) é a regra geral.

“Vai demorar anos”

O processo trabalhista é, em geral, mais rápido que o cível. Muitas causas são resolvidas em audiência por acordo, em questão de meses. E mesmo causas mais longas valem a pena quando há direitos significativos em jogo.

O maior risco é não agir

Os direitos trabalhistas prescrevem. Se você esperar demais, pode perder o prazo para cobrar o que é seu. Consultar um advogado custa muito menos do que perder anos de direitos por inércia.

Tem dúvidas sobre se vale a pena entrar com ação? Conversa sem compromisso: (32) 99950-0951